Autores convidados, Não há cá
Não há cá, mas devia: Brady (mas o Rafa tem uma)
Nota:
A Brady é uma marca australiana com mais de 30 anos de experiência na construção de tarolas e kits custom. Fruto da perseverância de Chris Brady, (que recentemente readquiriu 100% da empresa) sempre teve uma missão é clara: transformar madeiras australianas únicas em autênticas jóias da percussão.
Não é por acaso que grandes nomes internacionais usam e recomendam, tais como Kevin Aronoff, John Blackwell (Prince), Travis Baker, Vinnie Colaiuta, Billy Cobham (chega?) e a lista continua por aí a fora.
Por cá, soubemos que havia uma, nas mãos do Rafael Franco. O Rafa tem 11 anos de experiência como baterista. Já tocou por várias bandas de covers e originais, sendo que de momento toca como freelancer, e faz parte do projecto de tributo aos Incubus, os Incuba-mos. Claro que lhe pedi logo para dar aos leitores umas impressões do bicho, ao que ele acedeu (e que agradeço, esperando que esta review seja apenas o ínicio de uma mais longa colaboração).
E agora, as notas do Rafa:
A Brady tem 3 tipos de construção de tarolas: Ply, Block e Solid.
Neste caso em particular, a minha (Jarrah Block) tem como características um som quase que pre-equalizado, mto corpo (mesmo para uma tarola com apenas 4.5 de profundidade) e resonância. Aliás, nunca ouvi uma tarola com uma resonância tão imensa e melodiosa. A madeira Jarrah cresce na Austrália, e possui características muito particulares, tais como um forte ataque e punch. O facto deste modelo ser 14″x4.5″ (já a atirar para uma piccolo), faz com que esse ataque ainda sobressaia mais.
Estou a usar uma Remo Controlled Sound como pele de batente e a clássica Remo Ambassador como resonância. Esta é a combinação de peles que a Brady envia as suas tarolas aquando da sua construção. Acho que gostava de experimentar uma Ambassador sobre Ambassador para verificar todas as potencialidades de resonância da tarola.
Tipicamente não gosto muito de ring a mais nas tarolas, mas o desta é tão agradável que me converteu
Os bearing edges estão num estado fantástico, sem qualquer mazela, mesmo que por dentro tenha alguns riscos devido tê-la comprado usada.
Fiquei certo que o modelo que gostaria mesmo de ter é o 13″x7″, e não hesitarei em comprá-lo assim que apareça, mas a 14×4.5 era um negócio demasiado bom para recusar…
A Brady não aconselha usar aros die-cast para não estrangular o som e eu concordo, dado que é possível já por si retirar um crack fantástico sem recorrer aos die-cast.
Coloquei-lhe também uns Puresound Custom 20 Strands para aumentar ainda mais a sua sensibilidade.
Bom, já chega de falar, vamos lá ver as fotos!










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