Um amigo meu percussionista costuma dizer que não recebe para tocar mas sim para acartar com a tralha, montar e desmontar e pagar a consulta do Quiroprata. De facto, se alguma parte do corpo sofre com isso são as nossas costas - músculos e coluna. Tocar numa posição ergonómicamente incorrecta é a outra razão para “partir os costados”.
Bancos e rodinhas são as coisas mais importantes para resolver este que é um problema dos mais velhos e, podem crer, será dos mais novos.
O banco da bateria muito raramente recebe a atenção e valor que merece mas afecta consideravelmente tanto o nosso bem estar físico como a nossa execução técnica e sua longevidade.
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Uma pequena introdução histórica
Metalúrgicos experimentam com materiais para obter ligas de alto grau há mais de 3500 anos. Há descobertas arqueológicas de pratos de Bronze, originários da Grécia, já com sulcos circulares datados de há 2500 anos! Os primórdios podem ser relacionados com uma idade tão impressionante como 5000 anos! Tal como os tambores, eram usados em cerimónias religiosas e para provocar pavor no inimigo antes duma batalha através duma imponente massa sonora.
Até meados do séc. 19 a companhia Zildjian produzia modestamente produtos para os militares e para a Igreja. Foi em 1815 que Avedis Zildjian II chegou à Europa para mostrar os seus produtos nas feiras de Marselha, Londres e Paris. É um primeiro passo decisivo para o início da história da bateria a qual começa realmente com a invenção do pedal de bombo, atribuído a William F. Ludwig, em 1894. Assim apareceu o baterista que foi e é o principal responsável pelo desenvolvimento moderno em geral dos pratos através das suas experiências e exigências sonoras para definir e acompanhar a inovação e evolução da música durante todo o século XX.
Mas até 1980 havia uma relativamente curta possibilidade de escolha. A Paiste tinha as séries 2002, Formula 602 e Sound Creation, enquanto que a Zildjian estava limitada à série Avedis. Havia mais umas companhias Italianas, UFIP e Tosco, a contribuir modestamente para o mercado de pratos. Nos anos seguintes apareceram a Sabian, Istanbul e Spizz e a Meinl começou a entrar nas gamas profissionais. Em dez anos, estas oito companhias surgiram com mais de trinta novas séries profissionais.
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É com algum orgulho que anunciamos hoje o início da colaboração neste blog de uma autêntica referência no ramo, o João Luís Lobo.
Dado seu percurso e experiência, para quem segue o assunto, ele dispensa apresentações. No entanto, e para o benefício de quem ainda não conhece um dos nossos mais versáteis intrumentistas, aqui vão alguns destaques do seu currículo:


